howthewestwaswon

frio

Agosto 15, 2008 · Não Há Comentários

eu ia dedilhar alguma coisa e estava decidido a isso até decidir entrar no blog do silas, um sujeito da ilustrada que eu deixei em são paulo junto com todo o resto, e ler isso. aí o dedo no teclado ficou pra depois.

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vista aérea

25 Abril, 2007, 4:24 am
Arquivado em: silasmarti

não é a primeira vez que desço em são paulo de avião, mas não resisti me debruçar por cima de um colega de viagem hoje à noite só pra dizer que é mesmo a cidade mais linda do mundo. de onde estava há algumas horas, era só o eco da greve dos metroviários e os ônibus parados. a chuva no fim de semana também causou estragos. mas lá de cima, sobra só a constelação da paulicéia. tudo brilha numa paz movediça e as luzes me enchem de alegria.

pensei em voz alta quando disse que são paulo é mesmo a cidade mais linda do mundo. o estranho foi ouvir do colega ao lado uma confirmação. ele concorda e diz orgulhoso que sua casa já é são paulo. rafael acaba de trocar brasília pela capital paulista, onde veio trabalhar no mesmo jornal que eu. mesmo que ainda perdido por aqui, já assumiu nosso bairrismo agressivo. não importa. ele morre de medo de avião, e senti um prazer inexplicável quando ele replicou minha frase minutos depois de confessar o pavor que lhe causa a idéia de aterrissar em congonhas, bem no meio das casas e prédios de moema.

no pé da segunda página da ilustrada, as primeiras impressões da colunista que vai passar um mês em berlim. eu que também já caí de amores pela nova istambul, como ela chama a capital alemã, confesso que hoje meu coração teve espaço só pra são paulo. mas a sensação é a mesma, isso de chegar a algum lugar onde é certo que vamos encontrar alguma coisa que importa, algum sentido pra toda tolice. e é verdade que quase tudo que interessa pra mim está mesmo por aqui.

dei até r$ 2,00 a mais pro taxista, só porque a noite está linda lá fora e a consolação treme até agora.

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ler isso foi uma felicidade estranha em tempos estranhos. obrigado, silas, pela alegria repentina. o texto me fez pensar um pouco nele, e no quanto eu o acho uma pessoa diferente, com experiências diferentes. é um discurso meio ana estela mas vale. assim como todos os outros. mas aí. a joh foi pra frança, a mari virou diplomata, a verena continua lá e o willian se livrou dos mortos. e hoje eu saio com os amigos da faculdade e com os antigos.

se talvez eu ficasse em são paulo, nunca passaria pelos tempos estranhos que não vêm ao caso, mas que vão saindo aos poucos. ao menos eu espero. ter voltado tem seu lado interessante, e me parece até hoje a coisa certa.

quão bizarro é achar que se está sendo perseguido sem saber mesmo se está, e eu tenho quase certeza que não estou. um medo louco de que aconteça algo e foda o resto de tudo. disso eu tenho medo. medo mesmo. é um frio na barriga que não some, por mais que eu queira que e tenha certeza de que tudo vai dar certo. e que seja um mantra que eu repita pra mim mesmo. eu gosto de me sentir culpado. eu queria que o frio acabasse. ele vai e volta, eu acabo e ele começa. assim a gente vai.

a larissa disse na semana passada, em são paulo, que há chances de que eu não goste de mim já que não gosto de brasília. eu achei divertido e ri. e não concordei.

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Julho 22, 2008 · 1 Comentário

AAAAHHHHHHH putaquepariu

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Julho 21, 2008 · Não Há Comentários

let me scream

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eu ODEIO brasília

Julho 7, 2008 · 2 Comentários

se eu estivesse em são paulo, podia ir pra parada às 2h da manhã que _por mais que eu esperasse meia-hora_ passava um ônibus e me deixava em casa. na brasília, não.

saudade do jazz nos fundos, do trânsito da rebouças, dos fins e domingos de tarde na paulista, do ibira no domingo de manhã, de pinheiros, da vila, das marginais, do trânsito, da henrique schaumann parada e do arzinho bucólico de higienópolis.

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Junho 25, 2008 · Não Há Comentários

This guy’s walking down the street when he falls in a hole. The walls are so steep he can’t get out. A doctor passes by and the guy shouts up, ‘Hey you. Can you help me out?’ The doctor writes a prescription, throws it down in the hole and moves on. Then a priest comes along and the guy shouts up, ‘Father, I’m down in this hole can you help me out?’ The priest writes out a prayer, throws it down in the hole and moves on. Then a friend walks by, ‘Hey, Joe, it’s me, can you help me out?’ And the friend jumps in the hole. Our guy says, ‘Are you stupid? Now we’re both down here.’ The friend says, ‘Yeah, but I’ve been down here before and I know the way out.’

Leo McGarry (John Spencer), The West Wing - 2×10 “Noel”

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é isso e nada mais

Junho 19, 2008 · Não Há Comentários

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depois me perguntam pq eu tenho medo de avião.

Junho 3, 2008 · Não Há Comentários

Passageiro “surta” e obriga avião a pousar em Cumbica

RAFAEL TARGINO
Colaboração para a Folha, em Brasília

Um Airbus A-320 da TAM precisou fazer um pouso de emergência no aeroporto de Cumbica (Grande SP) ontem à tarde, logo após sair de Congonhas (zona sul) com destino a Brasília. Um passageiro supostamente com problemas mentais precisou ser retirado pela Polícia Federal após ter uma espécie de “surto psicótico” e quebrar uma lanterna dentro do avião com um chute.

O passageiro, que estava sentado próximo à saída de emergência, não teve o nome revelado pela companhia aérea. Ele começou a gritar palavrões já durante a decolagem em Congonhas, obrigando os comissários a tentar controlá-lo enquanto o sinal para atar os cintos ainda estava ligado.

Pelo alto-falante, os comissários perguntaram se havia algum médico a bordo, mas ninguém se manifestou. Irritados, alguns passageiros chegaram a xingá-lo durante o vôo, em que estavam o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e a deputada Luiza Erundina (PSB-SP).

O comandante foi chamado, e um dos comissários amarrou as pernas do homem com uma gravata, enquanto o vôo era desviado para Cumbica –o que levou ao menos 15 minutos.

Um esquema especial foi preparado para o pouso da aeronave em Cumbica, com carros da segurança da Infraero e ambulâncias. Pelo menos dois policiais federais subiram no avião para retirar o passageiro. Ele foi levado a um hospital, onde foi medicado e liberado logo em seguida.

Toda a operação, que incluiu o conserto da lanterna quebrada, levou aproximadamente 40 minutos. O avião chegou a Brasília duas horas depois do horário previsto. Pelo menos um passageiro desistiu de continuar a viagem na aeronave. Até o fechamento desta edição, a TAM não havia comentado o caso.

Fonte: Folha Online

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mudamos para melhor servir

Maio 21, 2008 · Não Há Comentários

perdeu, praiboi. voltei de são paulo pro planalto central e, meu, como brasília é bonita! mas dá medo de tudo. medo de tudo. medo de uma doença boba virar algo sério, mesmo que oitocentosevinte médicos tenham dito que não vai virar. vou entrar em um avião daqui a dois dias, e tô com medo; certo que eu sempre tive medo de avião, mas tô com medo. e tô me tratando, tá dando tudo certo. eu acho, eu espero. culpa de são paulo, culpa da folha, culpa minha. fosse eu apontar os culpados, virgem santíssima, ia levar muito tempo. talvez nem tenha nenhum culpado. e há tempos os jovens adoecem. agora é recomeçar a vida moderna e tudo mais. estou indo pra são paulo agora visitar a vida que eu deixei lá. e pra ir no jazz nos fundos também, aqui em brasília não tem e eu sinto falta disso e de muitas outras coisas, como poder andar na rebouças só pra poder reclamar do quanto eu odeio o trânsito lá, que me faz ficar parado umahoraemeia no corredor de ônibus.

the bitch is back, stone cold sober as a matter of fact.

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queria saber escrever como a minha poetisa preferedileta, a angélica freitas, que dá pra ler aqui. puta, meu, lê, ela é superultrapimpa.

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aprendendo a fazer um videoclipe

Março 4, 2008 · Não Há Comentários

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pavor non-stop

Fevereiro 22, 2008 · Não Há Comentários

Enquanto São Paulo parava com a chuvarada que deixou trens ilhados e me fez perder quase uma hora na 23 de Maio e adjacências, a TAM resolveu fazer uma festinha para lançar sua nova marca. Como eu cobri um pouco a área depois do acidente, eles me chamaram e eu fui. Gravatinha, terno e cara-de-pau rumo ao rendez-vous aéreo.

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Tudo muito bem, tudo muito bom. Celebridades chegavam a todo instante no hangar _que parecia tudo, menos um lugar onde eles colocam aquelas coisas assustadoras que voam. Pois bem: de BBBs a famosos-tipo-B, como a Elizabeth Savalla, passando por atores de alguma novela x a jornalistas, como a Lorena Calábria, o jet-set paulistano baixou na TAM.

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Um grupo de umas oito supostas comissárias solta gritinhos de felicidade quando o presidente da empresa chega. “Barioni, Barioni!” Com sorrisos comprados a R$ 200 na Impla Implantes Dentários (aquele que anuncia na Sônia Abraão), todas elas resolvem tirar um retrato para a posteridade com o presidente.

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Alguém arranja um vaso sanitário (longe dali) pra que eu vomite, sim?

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A cada cinco minutos, um avião passava por cima da minha cabeça. Estávamos ao lado da pista do aeroporto de Congonhas. E, a cada zuuuum, eu rezava para que nenhum caísse. Menos ainda em cima de mim. Imagine como seria ridículo: ter pavor de voar e morrer atingido por um avião?

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Discurso, confete e afins. Aí eu lembrei que estava em um hangar: de repente, surge um Airbus-A320 dentro do negócio. Todo assinado. Depois me disseram que todos os aviões vão ficar assim. Se eu não gostava de andar de avião, agora a situação piorou: a pintura nova me deu arrepios. O pavor aumentou.

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Mais confete e mais discurso. Os microfones falham, como boas festas que se prezem. Aí, do palco, a senhorinha da TAM avisa: “temos uma surpresa.” As luzes se apagam. Se acendem de novo. E nada da surpresa. Tambores começam a tocar. Nada da surpresa. Todos olham com cara de tacho para o palco. A senhorinha , parente do Rolim Amaro, com um vestido prata e peitos tão grandes que pareciam que queriam decolar na ponte aérea, sumiu de lá.

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A porta do avião abre e… desce a Ivete Sangalo. Enquanto isso, eu pensava em quão mais agradável seria me jogar do penhasco que tem entre Congonhas e a avenida dos Bandeirantes naquele exato momento.

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Além das celebridades, ainda há os que vivem das celebridades dos outros: Amaury Jr., Cláudio Magnavita e mais gente que eu não sabia o nome. Para cada lado que eu olhava, estava alguém falando como a TAM é isso, a TAM é aquilo… Era quando aproveitava e saia correndo para o lado oposto.

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Um registro: a Ivete Sangalo é gostosa pra caralho.

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Aproveito que os altos funcionários engravatados da TAM perderam totalmente a compostura e a sobriedade _e já colocaram suas respectivas gravatas na cabeça ao mesmo tempo em que suspostamente “dançavam” de um lado pra outro_ e pulo fora.

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A idéia é não lembrar dessas coisas da próxima vez em que estiver em um avião da TAM. Imagina se a Ivete Sangalo sai da cabine do piloto cantando “Cai, cai, cai, cai, cai pra cá, hey, hey, hey“? O horror, o horror. 

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