•Junho 17, 2009 • Deixe um comentário

quatro tópicos de domingo

•Junho 7, 2009 • Deixe um comentário

1. a passagem da swiss tá barata. acho que vou conhecer o aeroporto de zurique no meu caminho pra berlim. e viena também tá logo ali.
2. o dinheiro não vai dar. mas eu vou.
3. a palavra mais bonita da língua portuguesa é saudade. é muito contraditório. é bom sentir. mas é péssimo.
4. e acho que nunca estive tão leve como agora.

Aller plus haut

•Maio 16, 2009 • 1 Comentário

SalidaHoje fui deixar um colega de trabalho em Águas Claras. Pela terceira ou quarta vez, comentei com ele que o bairro (?) me lembra cada vez mais o Itaim Bibi. Prédios altos, um ao lado do outro e dos dois lados, com uma estreita faixa de aslfato passando entre eles. Enquanto esperava sair do engarrafamento logo a seguir (às 22h45, que fique claro), fiz duas viagens internas.

Não quero isso pra minha vida

Definitivamente, não acho que a realização de uma vida é uma vida média com marido/mulher + filho + gato/cachorro num apartamento a prestação num lugar como Águas Claras. E isso não é uma crítica ao meu colega, porque, pra ele, tampouco é.

Andei pensando dia desses que preciso de algo novo. Tem gente que diz que preciso conhecer alguém novo. Well, it may be. Na verdade, eu estou de novo com aquela sensação de fim de faculdade: e agora, o que fazer? Independentemente da posição pessoal e/ou profissional em que me encontro agora, não quero, pelo menos por enquanto, me preocupar com o que eu vou fazer nos próximos dez anos.

Minha vontade, realmente, é de eventualmente largar tudo, pegar uma passagem de avião pra Europa (um lugar na executiva, por favor?) e ficar lá uns tempos. Sei lá. Na boa, preciso de algo que volte a me empolgar.

É tudo uma questão de ponto de vista

Normalmente, pensar em algo novo me remete ao fato de que uma das ideias é ir de novo pra São Paulo. Cidade linda. Fui recentemente (viva a ponte aérea). Voltei falido, mas voltei feliz. Ok. Que eu não me imagino morando em outro lugar daqui a um tempo é fato e pronto. Mas as coisas mudaram um pouco.

No avião, pousando aqui em Brasília, só conseguia sentir raiva da cidade. Raiva por estar de volta, raiva do landscape casa-com-piscina, raiva de um lugar que, definitivamente, não é pra mim. Mas, depois de um tempo (e depois de uns esporros), vi que essa raiva só tornaria as coisas mais difíceis. Mais do que isso: as tornaria “aturáveis.” Convenhamos, isso é péssimo.

Em resumo, continuo achando lá melhor que cá. Mas já não odeio tanto a cidade. De fato, até gosto dela agora. Consigo olhar pra frente e ver que, apesar de todo o mato, ela tem sua beleza. E que, sim, é possível se divertir e ser bem feliz por aqui também. É tudo uma questão de ponto de vista.

Dá uma saudadezinha da Rebouças, da Vila Madalena, da Augusta, da Paulista e das pessoas de lá? Claro. Sempre. Todos os dias. Mas talvez ainda não seja a hora. E eu sei que, lá, vou sentir saudades (sempre e todos os dias) do Plano Piloto, do Eixão, das superquadras que me deixam perdido, das pessoas incríveis daqui.

Na verdade, isso tudo é só uma vontade de chegar mais alto.

making it right, making it wrong

•Março 9, 2009 • Deixe um comentário

como é difícil. na verdade, ainda é difícil. porque é a ex-namorada que aparece, o cara que vc conhece na balada, a menina que agora dá em cima de você ou aquele rapazote que você conhece há anos. a gente vive em um tempo de relacionamentos efêmeros e delicados.

é tentativa-e-erro. claro que tem gente que tem sorte, porque conhece alguém com 12 anos e fica a vida inteira. ou seja, a primeira tentativa deu certo. mas para nós, maioria dos mortais, não é bem assim. a gente tenta, tenta, tenta e às vezes nunca acerta. ou acerta várias vezes.

já tinham me dito, me avisado: nesse meio, a rotatividade é alta. já passei por isso. fiz outros passarem. a sensação em nenhum dos casos é boa. sofrer não é bom. se não bastassem nossos problemas, a gente ainda sofre pelos outros. não vale.

mas a gente precisa pensar que é melhor assim, que fez a coisa certa. e nunca podemos achar que foi um erro. foi só uma tentativa que não era pra ser. e a vida segue.

nova paixão

•Fevereiro 25, 2009 • 1 Comentário

Rio 2

Cariocas são BONITOS
Cariocas são bacanas
Cariocas são sacanas
Cariocas são dourados
Cariocas são modernos
Cariocas são espertos
Cariocas são diretos
Cariocas não gostam de dias nublados

Cariocas nascem bambas
Cariocas nascem craques
Cariocas têm sotaque
Cariocas são alegres
Cariocas são atentos
Cariocas são tão sexys
Cariocas são tão claros
Cariocas NÃO GOSTAM DE SINAL FECHADO

considerações sobre o dia 5

•Outubro 9, 2008 • Deixe um comentário

eu não sou cristiana lobo, mas conversemos um pouco sobre eleições.

São Paulo – Há três meses eu falo que, se o Kassab fizesse campanha decentemente, levava. E não vai dar outra. Pelo menos não foi no primeiro turno -e a gente ainda vai poder ver aquele bonequinho torto chamado Kassabinho sambando parecendo chiquita-bacana-lá-da-martinica por mais uns dias. / E cada dia que passa, eu fico mais fã do Maluf. Por causa da cara-de-pau, claro. Só me espantou ele não ter falado de botar a rrrrota na rrrrua e fazer o leveleeeite pra criançada. Nem o Cingapuuuura. Ele só falou da fréway. Vai, pelo menos o cheirinho gostoso de macarronada de domingo após uma digestão mal-sucedida ia sumir do Pinheiros e do Tietê. / Enfim. Eu voto em São Paulo. Ia votar na Soninha, de verdade.

Rio – Caralho, o Crivella é ruim de voto. Vai se fuder. É a terceira vez que ele se fode do meeeeeesmo jeito. E não aprende. Bom, pelo menos, o Leblon se livrou de ter uma Universal a cada esquina. E Copacabana não vai mais correr o risco de ter um réveillon cristão com fotos do Edir Macedo em santinhos (e o endereço da Universal mais próxima atrás). / E que bom que foi o Gabeira, né? Reconheço que eu tava torcendo por ele. O site do cara é uma diversão: além de aviões voando do nada pro lugar nenhum (cof cof cof maconha cof cof cof), rola uma trilha sonora. E você fica com a porra de ‘O Rio de Gabeira (Gabeira, Gabeira…)’ na cabeça. Mas eu acho que, fora uma reviravolta histórica, vai dar o Eduardo Paes mesmo. E o Eduardo Paes me dá medo.

Belo Horizonte – Assim como Marcio Lacerda me dá medo. MUITO medo. Ele não olha pra você na propaganda em momento nenhum. E você vê nos olhos dele o que um teleprompter mal-posicionado faz com quem tá lendo um texto: o cara tem uma mania estranhíssima de olhar pra direita. All time, full time. / E o Leonardo Quintão é tão mineiro que me dá mais medo ainda. Eu quase chorei junto quando ele falou do ataque epiléptico que o filho dele teve no caminho pra padaria (!!!!). E só por causa disso eu fiquei com uma vontade de votar no sujeito… É, e ele tem cara de pão de queijo.

Porto Alegre – 1. Eu tenho uma tara absurda por sotaques gaúchos. Marina Morena lá do Estadão que o diga. 2. Eu votaria na Manuela D’Ávila só porque ela é bonita, e a gente encerra os comentários sobre o Rio Grande do Sul aqui. #revolta

Salvador – Só um pequenino comentário sobre o atual prefeito da cidade: ele tem uma cara de… enfim. Minha responsabilidade jurídica me impede de dizer o que exatamente eu quero dizer. Nada contra, aliás. Muitíssimo pelo contrário. / O MELHOR, DE LONGE, é o jingle do rapaz. Entre no site e ouça. (Papapapa-pa não pará, a onda é quinzi!)

Ribeirão Preto – Você já ouviu falar de Welson Gasparini? Então, ele nasceu em 1725 e já foi prefeito de Ribeirão umas 74 vezes. E tava tentando a 75ª vez. Até que… uma moça com nome de homem, mme. Dárcy Vera, atropelou nosso amigo ‘experiente’, digamos assim, e virou a prefeita. Quando eu ouvi falar de Welson Gasparini? A gente nunca mais é o mesmo depois que fecha Ribeirão Preto na Folha de S.Paulo. Sei bem como é isso.

sobre solidão, por nelson rodrigues

•Outubro 7, 2008 • Deixe um comentário

Clarice Lispector – Nelson, você se referiu à solidão. Você se sente um homem só?

Nelson Rodrigues – Do ponto de vista amoroso eu encontrei Lúcia. E é preciso especificar: a grande, a perfeita solidão exige uma companhia ideal.

CL – Ah, Nelson, isto é tão verdadeiro.

NR – Mas, diante do resto do mundo, eu sou um homem maravilhosamente só. Uma vez fiquei gravemente doente, doente para morrer. Recebi em três meses de agonia três visitas, uma por mês. Note-se que minha doença foi promovida em primeiras páginas. Aí, eu sofri na carne e na alma esta verdade intolerável: o amigo não existe.

CL - Nelson, como conseqüência de meu incêndio, passei quase três meses no hospital. E recebia visitas até de estranhos. Eu não sou simpática. Mas o que é que eu dei aos outros para que viessem me fazer companhia? Não acredito que não se tenham amigos. É que são raros.

NR – Ou eu dou muito pouco ou os outros não aceitam o que eu tenho para dar.

umba umba umba ê

•Setembro 16, 2008 • Deixe um comentário

meu, isso é genial. GENIAL. com vocês, kassabinho. e não, eu não vou votar nele.

http://www.kassab25.com.br/participe/arquivos/kassabinho_sambando.swf

frio

•Agosto 15, 2008 • Deixe um comentário

eu ia dedilhar alguma coisa e estava decidido a isso até decidir entrar no blog do silas, um sujeito da ilustrada que eu deixei em são paulo junto com todo o resto, e ler isso. aí o dedo no teclado ficou pra depois.

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vista aérea

25 Abril, 2007, 4:24 am
Arquivado em: silasmarti

não é a primeira vez que desço em são paulo de avião, mas não resisti me debruçar por cima de um colega de viagem hoje à noite só pra dizer que é mesmo a cidade mais linda do mundo. de onde estava há algumas horas, era só o eco da greve dos metroviários e os ônibus parados. a chuva no fim de semana também causou estragos. mas lá de cima, sobra só a constelação da paulicéia. tudo brilha numa paz movediça e as luzes me enchem de alegria.

pensei em voz alta quando disse que são paulo é mesmo a cidade mais linda do mundo. o estranho foi ouvir do colega ao lado uma confirmação. ele concorda e diz orgulhoso que sua casa já é são paulo. rafael acaba de trocar brasília pela capital paulista, onde veio trabalhar no mesmo jornal que eu. mesmo que ainda perdido por aqui, já assumiu nosso bairrismo agressivo. não importa. ele morre de medo de avião, e senti um prazer inexplicável quando ele replicou minha frase minutos depois de confessar o pavor que lhe causa a idéia de aterrissar em congonhas, bem no meio das casas e prédios de moema.

no pé da segunda página da ilustrada, as primeiras impressões da colunista que vai passar um mês em berlim. eu que também já caí de amores pela nova istambul, como ela chama a capital alemã, confesso que hoje meu coração teve espaço só pra são paulo. mas a sensação é a mesma, isso de chegar a algum lugar onde é certo que vamos encontrar alguma coisa que importa, algum sentido pra toda tolice. e é verdade que quase tudo que interessa pra mim está mesmo por aqui.

dei até r$ 2,00 a mais pro taxista, só porque a noite está linda lá fora e a consolação treme até agora.

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ler isso foi uma felicidade estranha em tempos estranhos. obrigado, silas, pela alegria repentina. o texto me fez pensar um pouco nele, e no quanto eu o acho uma pessoa diferente, com experiências diferentes. é um discurso meio ana estela mas vale. assim como todos os outros. mas aí. a joh foi pra frança, a mari virou diplomata, a verena continua lá e o willian se livrou dos mortos. e hoje eu saio com os amigos da faculdade e com os antigos.

se talvez eu ficasse em são paulo, nunca passaria pelos tempos estranhos que não vêm ao caso, mas que vão saindo aos poucos. ao menos eu espero. ter voltado tem seu lado interessante, e me parece até hoje a coisa certa.

quão bizarro é achar que se está sendo perseguido sem saber mesmo se está, e eu tenho quase certeza que não estou. um medo louco de que aconteça algo e foda o resto de tudo. disso eu tenho medo. medo mesmo. é um frio na barriga que não some, por mais que eu queira que e tenha certeza de que tudo vai dar certo. e que seja um mantra que eu repita pra mim mesmo. eu gosto de me sentir culpado. eu queria que o frio acabasse. ele vai e volta, eu acabo e ele começa. assim a gente vai.

a larissa disse na semana passada, em são paulo, que há chances de que eu não goste de mim já que não gosto de brasília. eu achei divertido e ri. e não concordei.

•Julho 22, 2008 • 1 Comentário

AAAAHHHHHHH putaquepariu